terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Simpósio de Doutrinas Bíblicas - Jó - O Homem como alvo de Deus

Jó - O Homem como alvo de Deus

Lição 1 - A Provação de Jó (1ª parte)

Lição 2 - A Provação de Jó (2ª parte)

Lição 3 - A Esperança de Jó

Lição 4 - Acusações Contra um Justo

Lição 5 - Jó em Busca de Respostas

Lição 6 - Perguntas de Deus para Jó

Lição 7 - A Restauração de Jó


 
Mais um Simpósio de Doutrinas Bíblicas será realizado no período em que muitos "brincam" o carnaval. Como todos os anos o Pr. Ailton José Alves, preocupado com a mocidade da Igreja, prepara mais um Simpósio. Em todas as áreas e em todo Pernambuco serão ministradas 7 Lições de muito valia para os jovens e para toda Igreja.

"Louvamos ao Senhor pela realização de mais um Simpósio de Doutrinas Bíblicas, e nesta oportunidade, estudaremos a Palavra de Deus tendo como tema central a vida do patriarca Jó. Tenho certeza que Deus abençoará a nossa vida espiritual através das lições estudadas, enriquecendo com conhecimento o nosso intelecto e com a graça divina o nosso espírito.

Nos desígnios de Deus há mistérios e decisões que ultrapassam nosso limitado entendimento; não se pode contestar Sua soberania divina. Os homens podem debater sobre os assuntos espirituais dentro de seu pouco conhecimento, mas o segredo da verdadeira sabedoria é confiar inteiramente na vontade do Senhor. A Ele devemos entregar nossos caminhos e buscar uma profunda comunhão que nos encha de gozo, mesmo quando não achamos as respostas que procuramos, mesmo que não saibamos responder as indagações de pessoas que nos questionam sobre Sua forma de trabalhar em nosso viver.

Aprenderemos com Jó, nesta série de estudos, como devemos reagir diante da complexidade das revelações divinas, lições que o patriarca aprendeu através do sofrimento, das inquietações da alma, da dor física, da incompreensão humana e dos questionamentos de sua mente. Foi trilhando este caminho que Jó aperfeiçoou sua fé no Senhor, lançando sua vida, suas expectativas, seu futuro nas mãos do Daquele que tem o poder de fazer todas as coisas.

Os 42 capítulos e 1070 versículos contidos no livro de Jó constituem um verdadeiro mapa que nos conduz ao centro da vontade de Deus. Aprendemos sobre submissão, resignação, humildade e confiança no Senhor, elementos que nos ajudarão a servi-Lo com mais sobriedade e confiança.

Que Deus abençoe ricamente cada um de meus irmãos nestes dias de aprendizado e adoração. Que a presença do Espírito Santo se faça sentir fortemente e Sua graça, unção e poder sejam derramadas sobre vossas vidas. Esta é minha oração diante do Pai".
Pr. Ailton José Alves
Presidente

O SIMPÓSIO SERÁ REALIZADO NOS DIAS 5, 6, 7 E 8 DE MARÇO DE 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

AD de Pernambuco lança campanha pelo celular em prol da construção da nova sede estadual



A Assembleia de Deus de Pernambuco lançou na última segunda-feira, 7, a Campanha para Construção da Nova Sede Estadual pelo celular. O projeto arrecadará fundos destinados para a construção do novo templo, que comportará quase 30 mil pessoas.

Para participar da campanha, é necessário enviar uma mensagem de texto com a palavra FE (sem acento) para o número 50015. O aparelho vai receber três versículos diários válidos por 0,30 centavos por dia, cada.

O celular também receberá um protocolo e, através dele, se cadastrar no link “Construção da Sede Estadual”, no site da Rede Brasil de Comunicação, para participar da campanha e receber relatórios sobre o andamento da construção.

A Assembleia de Deus de Pernambuco já anunciou o pagamento a quinta parcela do terreno onde será construído o novo templo, que deve estar pronto até 2018, ano do centenário da igreja. (Obs: A imagem acima, retirada do site da RBC, não corresponde ao projeto do novo templo).

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Subsídio Lição 8 - Quando a Igreja de Cristo é Perseguida

QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA.

Texto Bíblico: Atos 8.1-8
Texto Áureo: Mt 5.11

A história da Igreja foi marcada por perseguições. O próprio Senhor Jesus, os apóstolos e todos aqueles que fielmente pregaram e viveram segundo os princípios do Evangelho foram vítimas das mais cruéis e sanguinárias ações.

As primeiras perseguições contra a Igreja estão registradas no livro de Atos (At 4.1-22; 5.17-42; 6.8-15; 7.54-60; 8.1-3; 12.1-19; 14.1-7; 19-20; 16.19-26; 35-40; 17.13; 18.5-11; 19.23-41; 20.1-3; 21.27-36, 22-30; 23.12-35; 24.1-27; 25.1-12 ss.).

Os primeiros perseguidores da Igreja foram os líderes judaicos da época:

"Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos; e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até ao dia seguinte, pois já era tarde." (At 4.1-3, ARA)

"Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja, prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública." (At 5.17-18, ARA)

Cairns (1988, p. 46) interpreta as causas desta perseguição ao crescimento rápido da Igreja, que representou para os opositores uma ameaça às suas prerrogativas de intérpretes e e sacerdotes da lei. O Sinédrio, uma organização política e religiosa, sob a permissão romana agiu contra a Igreja. Foi nesta fase da perseguição que Estevão e Tiago foram mortos.

Comentando sobre o relato do martírio de Estevão em Atos 1.8b, Marshall (2008, p. 146) entende que o sucesso deste ataque foi o sinal para um ataque em maior escala contra a igreja em Jerusalém. Pela primeira vez a palavra "perseguição" (gr. diogmos) ocorre em Atos, significando aqui: "oprimir alguém a fim de persuadí-lo a rejeitar a sua religião, ou simplesmente atacar alguém por motivos religiosos." Kistemaker (2006, p. 383), destaca que o final - mos, aplicado ao substantivo grego, indica ação que se encontra em progresso.

Sobre essa perseguição Williams (1996, p. 174) diz que:

Até agora os saduceus é que haviam sido os principais antagonistas dos cristãos (cp. 4:1, 5s; 5:17), enquanto os fariseus, se é que Gamaliel serve de critério, de alguma forma haviam adotado uma posição mais neutra (5:34 ss). Mas Paulo, um fariseu (23:6; Fl 3:5), resolve abandonar a posição mais suave preconizada por seu mestre, e passa a liderar um movimento organizado com o objetivo de desarraigar a nova doutrina.

Stott (2003, p. 162), percebe uma tríplice intenção de Lucas na narrativa do martírio de Estevão. São elas:

- Mostrar como o martírio de Estevão provocou uma grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. "Ela começou naquele dia, o dia da morte de Estevão, e levantou-se com a ferocidade de uma tempestade repentina";

- Descrever como o martírio de Estevão provocou uma grande dispersão: "todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria (v. 1c, ARA)";

- Relatar como o martírio de Estevão provocou a perseguição, a perseguição a diáspora, e a diáspora uma ampla evangelização: "Entrementes, os que foram dispersos iam por toda a parte pregando a palavra". (v. 4, ARA).

Ao se expandir por todo o Império Romano, a igreja passou a sofrer perseguições em níveis maiores. Para entendermos as causas da perseguição contra a Igreja no Império, nos reportaremos a abordagem de Cairns (Idem, p. 70-77):

- Causas Políticas: Após ser distinguida do judaísmo e considerada sociedade secreta pelas autoridades romanas, a Igreja recebeu a interdição do estado que não admitia nenhum rival à obediência por parte dos súditos, tornando-se assim religio illicita, uma religião ilegal que ameaçava a segurança do estado romano. A tolerância religiosa era tolerada apenas na medida em que contribuísse para manter a estabilidade do estado. O cristianismo colocou César em segundo plano e Cristo em primeiro. A soberania exclusiva de Cristo entrou em confronto com as reivindicações de César à soberania exclusiva. Os cristãos foram acusados de deslealdade, pois recusavam-se a oferecer incenso nos altares devotados ao culto ao imperador. Quem sacrificasse nestes altares, podia praticar uma segunda religião. As reuniões dos crentes à noite foi entendida como a preparação para uma conspiração contra o estado.

- Causas Religiosas: A religião cristã, que se fundamentava num culto espiritual e interno, contrastava com a religião romana, que valorizava os altares, ídolos e práticas externas. As reuniões sigilosas dos cristãos fez com que ataques morais fossem feitos contra eles, acusando-os incesto, de canibalismo e práticas desumanas, distorções do "comer e beber" os elementos representativos da ceia (corpo e sangue de Cristo), e dos ósculos santos ou beijo da paz.

- Causas Sociais: A influência dos cristãos sobre as classes pobres e escravas produziu uma aversão por parte dos líderes aristocráticos e influentes da sociedade, que desprezava os crentes. A ideia e o discurso de igualdade entre os homens não soava bem para o modelo e estrutura aristocrática. A Aristocracia (do grego αριστοκρατία, de άριστος (aristos), melhores; e κράτος (kratos), poder, Estado), literalmente poder dos melhores, é uma forma de governo na qual o poder político é dominado por um grupo elitista. Normalmente, as pessoas desse grupo são da classe dominante, como grandes proprietários de terra (latifundiários), militares, sacerdotes, etc. (wikipédia). Os cristãos também se separavam dos ajuntamentos pagãos dos templos, teatros e lugares de recreação, promovendo assim uma antipatia sem precedentes em qualquer grupo inconformista da história.

- Causas Econômicas: Como exemplo de causas econômicas, pode-se citar a oposição sofrida por Paulo dos fabricantes de ídolos em Éfeso (At 19.27). Havia, o que poderia se chamado hoje de um "mercado religioso", onde sacerdotes, fabricantes de ídolos, videntes, pintores, arquitetos e escultores lucravam com a religião.

Em sua carta ao Imperador Trajano, Plínio escreve sobre as condições na Bitínia durante a sua perseguição aos cristãos (BETTENSON, 2001, p. 30):

Sem dúvida, os templos que estavam quase desertos são novamente frequentados; os ritos sagrados há muito negligenciados, celebram-se de novo; vítimas para sacrifícios estão sendo vendidas por toda parte, ao passo que, até recentemente, raramente um comprador era encontrado.

Quando em anos posteriores o Império sofreu uma crise econômica, a opinião pública atribuiu o problema à presença do cristianismo no Império, e como consequência o afastamento da proteção e provisão dos seus deuses.

Conforme Latourette (2006, p. 111), as perseguições são em geral distribuídas em dois principais grupos cronológicos, o primeiro de Nero, até o ano 250, que foram locais e provavelmente sem muitas perdas de vidas, e o segundo grupo, abrangendo a totalidade do império, com tentativas claras de extirpar o cristianismo como uma grande ameaça ao bem-estar comum. Observaremos abaixo algumas das principais perseguições sofridas pelos cristãos nos primeiro séculos.

A Perseguição Sob Nero (54-68 d.C.)

Nero foi o primeiro imperador romano a perseguir os cristãos. Segundo Tácito (BETTENSON, idem, p. 27), por ocasião do grande incêndio na cidade, Nero acusou os cristãos e partiu para a destruição dos mesmos:

Para livrar-se de suspeitas, Nero culpou e castigou, com supremos refinamentos de crueldade, uma casta de homens detestados por suas abominações e vulgarmente chamados de cristãos. [...] Acrescente-se que uma vez condenados á morte, eles se tornavam objetos de diversão. Alguns, costurados em peles de animais, expiravam despedaçados por cachorros. Outros morriam crucificados. Outros ainda eram transformados em tochas vivas para iluminar a noite. (Tácito, Annales, XV.44)

A atitude de Nero causou repugnância e um sentimento de comiseração geral "pois se pressentia que eram sacrificados não para o bem público, mas para a satisfação da crueldade de um indivíduo" (Ibid).

Há claros indícios de que Pedro e Paulo sofreram a morte em Roma sob Nero (LATOURETTE, idem, p. 111; GONZÁLES, 1995, p. 57; CAIRNS, ibid, p. 74; DEBARROS, 2006, p. 451). Eusébio de Cesaréia (1999, P. 76), assim escreveu:

Dessa maneira, aclamando-se publicamente como o principal inimigo de Deus, Nero foi conduzido em sua fúria a assassinar os apóstolos. Relata-se, portanto, que Paulo foi decapitado em Roma e que Pedro foi crucificado sob seu governo. E esse relato é confirmado pelo fato de que os nomes de Pedro e Paulo ainda hoje permanecem nos cemitérios daquela cidade.
Após o suicídio de Nero em 68, cessou por algum tempo a perseguição aos cristãos (GONZÁLES, idem), sendo retomada em 95, durante o governo despótico de Domiciano (CAIRNS, ibid.)

A Perseguição Sob Domiciano (81-96 d. C.)

Domiciano, movido por sua vaidade e arrogância, "ordenou que fosse chamado de 'Senhor e Deus', exigiu como saudação o beija-mão ou beija-pé" (DREHER, 2004, p. 52). Por esta ocasião os judeus se recusaram a pagar um imposto público criado para o sustento de Capitolinus Jupiter. A identificação com os judeus fez com que os cristãos fossem também perseguidos. Sob o governo de Domiciano o apóstolo João foi exilado na ilha de Patmos, onde escreveu o apocalipse.

A Perseguição Sob Trajano (98-117 d.C.)

Surge aqui, sob Trajano, a primeira perseguição organizada, como parte de uma política governamental definida, começando na Bitínia durante a administração de Plínio, o Moço, por volta de 112. O que de diferente houve nesse período, foi que os cristãos não eram buscados, sendo castigados apenas quando eram acusados por alguém. Plínio enviou uma carta à Trajano, pedindo-lhe orientação sobre a forma de coibir as suas práticas, pois pensava: "o mal ainda pode ser contido e vencido". Em resposta à Plínio, Trajano escreveu (BETTENSON, ibid., p. 31):

No exame das denúncias contra os cristãos, querido Plínio, tomaste o caminho acertado. Não cabe formular regra dura e inflexível, de aplicação universal. Eles não devem ser perseguidos. Mas, se surgirem denúncias procedentes, aplique-se o castigo, com a ressalva de que, se alguém nega ser cristão e, mediante a adoração dos deuses, demonstra não o ser atualmente, deve ser perdoado em recompensa de sua emenda, por mais que o acusem suspeitas relativas ao passado. Panfletos anônimos não merecem confiança em nenhum caso. Eles constituem um mal precedente e não condizem com os nossos tempos". (Trajano a Plínio, Plin. Epp. X.XCVII)

Durante o governo de Trajano, por volta do ano 107, escreve Gonzáles (Idem, p. 66) que:

[...] o ancião bispo de Antioquia, Inácio, foi acusado ante as autoridades e condenado a morrer por ter negado a adorar os deuses do Império. Uma vez que nesse tempo celebravam grandes festas em Roma, em comemoração à vitória sobre os dácios, Inácio foi enviado à capital para que sua morte contribuísse com os espetáculos projetados. A caminho do martírio, Inácio escreveu sete cartas que constituem um dos mais valiosos documentos do cristianismo antigo [...].

Prestes a ser comido pelos leões afirmou em carta: "Sou trigo de Deus, e os dentes das feras hão de me moer, para que possa ser oferecido como pão limpo de Cristo".

A Perseguição Sob Antonino Pio (138-161 d.C.)

Foi durante o governo de Antonino Pio, que em Esmirna, aconteceu o martírio de Policarpo. Detentor de uma "retórica própria cortante, afiada por uma violenta cartase, que endereçava aos duros de coração e insensíveis ao pecado, conclamando todos ao arrependimento de suas transgressões, [...] Policarpo entrou em rota de colisão com o governador Estácio Quadrato, que tentou convencer o santo ancião a negar o nome de Cristo e a adorar a deidade Nêmese, além de outros deuses protetores de Esmirna e do Monte Pago" (MENDES, 2006, p. 131). Quando instado a renunciar e a insultar a Cristo, Policarpo respondeu: "Oitenta e seis anos tenho-lhe servido, e ele nunca me fez nenhum mal; e como posso agora blasfemar meu Rei que me salvou?" (CESARÉIA, 1999, p. 137). Já amarrado e após uma oração, Policarpo foi queimado na fogueira.

A Perseguição Sob Marco Aurélio (161-180 d.C)

Marco Aurélio atribuiu todas as calamidades de seu reino ao crescimento do cristianismo, ordenando assim uma perseguição aos cristãos. Latourette (Ibid., p. 112) escreve que provavelmente a aversão de Marco Aurélio pelos cristãos era pelo fato de pensar que eles minavam a estrutura da civilização que ele lutava para manter contra as ameaças domésticas e estrangeiras. Justino Mártir, sofreu o martírio em Roma durante esta perseguição.

A Perseguição Sob Décio (249-251 d.C.)

Numa época de grande instabilidade no império, que vivenciava ataques externos e internos, e vendo na manutenção da cultura clássica um forte aliado à subsistência, o imperador Décio, percebeu nos cristãos uma ameaça e promulgou um edito em 250 que exigia uma oferta anual de sacrifícios nos altares romanos aos deuses e à figura do imperador, fornecendo um certificado aos que obedecessem e perseguindo os que não se submetessem a esta prática. Latourette (ibid., p. 115) relata:

Sacrificar seria apostasia e na presente crença cristã a apostasia era um dos pecados pelo qual não havia nenhuma espécie de perdão. Muitos cristãos preferiram sua vida física à morte espiritual e aquiesceram completamente. Outros evitaram manifestamente um abandono de sua fé comprando os certificados venais, ou libelli, de aquiescência, sem realmente sacrificarem. Outros, tantos que nunca saberemos, enfrentaram corajosamente o pleno desprazer do Estado por não obedecer. Alguns deles foram aprisionados, entre eles, Orígenes, o bispo de Roma, e o velho bispo de Jerusalém. Esses dois últimos pereceram em prisão. Outros foram mortos imediatamente. Alguns fugiram para lugares de relativa segurança. Entre esses estava Cipriano, o famoso bispo de Cartago [...].

A Perseguição Sob Valeriano (253-260 d.C.)

Nos diz Latourette (ibid,. p. 116), que a princípio Valeriano se mostrou amigável com os cristãos, tendo o seu humor mudado, possivelmente pela influência de um de seus conselheiros. Nesta ocasião os bispos, como líderes da Igreja, foram selecionados e obrigados a reverenciar os deuses sob punição de exílio. Os crentes foram ameaçados com pena de morte se frequentassem as reuniões e cultos da Igreja, ou cemitérios cristãos. Um novo edito em 258 tornou a perseguição mais dura:

[...] presumivelmente ordenava a morte para os bispos, sacerdotes e diáconos; primeiramente o confisco das propriedades e então, se isto não fosse bastante para induzir à apostasia, a morte para os cristãos de alta posição no Estado, o confisco de bens e o banimento para as cristãs matronas, e a escravidão para os membros cristãos dos relacionados à família imperial. Por atingir as pessoas de proeminência na Igreja, esta seria destituída de sua liderança. (LATOURETTE, ibid.)

A Perseguição Sob Diocleciano (284-305 d.C.)

Sob Diocleciano , em 303, aconteceu a mais terrível perseguição contra os cristãos. Foram ordenadas o fim das reuniões cristãs, a destruição das igrejas, a deposição dos oficiais da Igreja, a prisão dos que persistissem em seu testemunho de Cristo e a destruição da Escrituras pelo fogo. Os cristão foram também obrigados a sacrificar aos deuses pagãos sob pena de morte caso não aceitassem. os cristãos foram punidos através do confisco de bens, trabalhos forçados, exílio, prisões e execuções à espada ou por animais ferozes.

As perseguições só acabaram por ocasião do governo de Constatino, que através da promulgação do edito de Milão garantiu a liberdade de culto a todas as religiões dentro do império:

"Nós, Constantino e Licínio, Imperadores, encontrando-nos em Milão para conferenciar a respeito do bem e da segurança do império, decidimos que, entre tantas coisas benéficas à comunidade, o culto divino deve ser a nossa primeira e principal preocupação. Pareceu-nos justo que todos, os cristãos inclusive, gozem da liberdade de seguir o culto e a religião de sua preferência. Assim qualquer divindade que no céu mora ser-nos-á propícia a nós e a todos nossos súditos. Decretamos, portanto, que não, obstante a existência de anteriores instruções relativas aos cristãos, os que optarem pela religião de Cristo sejam autorizados a abraçá-las sem estorvo ou empecilho, e que ninguém absolutamente os impeça ou moleste... . Observai outrossim, que também todos os demais terão garantia a livre e irrestrita prática de suas respectivas religiões, pois está de acordo com a estrutura estatal e com a paz vigente que asseguremos a cada cidadão a liberdade de culto segundo sua consciência e eleição; não pretendemos negar a consideração que merecem as religiões e seus adeptos. Outrossim, com referência aos cristãos, ampliando normas estabelecidas já sobre os lugares de seus cultos, é-nos grato ordenar, pela presente, que todos que compraram esses locais os restituam aos cristãos sem qualquer pretensão a pagamento... [as igrejas recebidas como donativo e os demais que antigamente pertenciam aos cristãos deviam ser devolvidos. Os proprietários, porém, podiam requerer compensação.] Use-se da máxima diligência no cumprimento das ordenanças a favor dos cristãos e obedeça-se a esta lei com presteza, para se possibilitar a realização de nosso propósito de instaurar a tranquilidade pública. Assim continue o favor divino, já experimentado em empreendimentos momentosíssimos, outorgando-nos o sucesso, garantia do bem comum." (Edito de Milão, março de 313. Fonte: wikipédia)

A Bíblia e a história nos revelam que oração, coragem, intrepidez, fé, sabedoria, prudência e inteligência foram algumas das características e posturas adotadas por muitos na Igreja perseguida dos primeiros séculos, conduta esta que deve ser por nós imitida nos dias atuais.

As perseguições contra a Igreja se seguiram ao longo da história. Atualmente se manifestam em todo o mundo, e das mais diversas formas. Aberta ou discreta, barulhenta ou silenciosa, violenta ou sutil, legal ou ilegal, institucional ou pessoal, externa ou interna, a perseguição existe e se ergue sobre aqueles que amam a Deus, que estão comprometidos integralmente com a sua Palavra.

Diante desta realidade, precisamos nos manter firmes, fundamentados nas palavras de Jesus:

"Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mt 24.9-14, ARA)

"Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa". (Jo 15.20, ARA)

Glória a Deus!


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo: Aste, 2001.

Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

CAIRNS, Earle E. O cristinismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 1988.

CESARÉIA, Eusébio de. História eclesiástica: os primeiros quatro séculos da igreja cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

DEBARROS, Aramis C. Doze homens, uma missão: um perfil bíblico-histórico dos doze discípulos de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2006.

DREHER, Martin N. Coleção História da Igreja: a Igreja no Império Romano. São Leopoldo-RS: Sinodal, 1993. v. 1

GONZÁLEZ, Justo L. E até os confins da terra: uma história ilustrada do Cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 1995. v. 1

KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1

LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do cristianismo: até 1500 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006. v. 1

MARSHALL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

MENDES, Jeovah. Os grandes mártires do cristianismo: de Estevão a Luther King. Fortaleza: Imprece, 2006.

Novo Testamento interlinear grego-português. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004.

STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mensagens que edificam - A Multiforma de Deus - Pr. Hélio Ribeiro

Mais uma mensagem poderosa da parte de Deus para todos nós. Ministrada pelo Pr. Hélio Ribeiro, A multiforma de Deus.



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Subsídio Lição 7 - ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO

Texto Áureo: Hb. 12.11 – Leitura Bíblica em Classe: At. 5.1-11

Objetivo: Mostrar aos alunos que o relacionamento no contexto da igreja não deva estar circunscrito à oração, à pregação e ao ensino, mas que é preciso também atentar para as questões sociais.

INTRODUÇÃO
A igreja cristã primitiva, após experimentar crescimento significativo, começou a lidar com problemas sociais. Para tanto, fez-se necessário a instituição do diaconato, como alternativa para atenuar as dificuldades sociais. A respeito desse assunto estudaremos na lição de hoje, atentando, a princípio, para o papel da assistência social na igreja, em seguida, para o significado do diaconato. Ao final, destacaremos a relevância da assistência social na igreja.

1. ASSISTÊNCIA SOCIAL NA IGREJA
A assistência social precisa ser entendida tanto como profissão quanto prática social. O assistente social é um profissional com formação universitária que atua em diversos contextos a fim de favorecer auxílio institucional às pessoas necessitadas, e também, promover mudança social, com vistas à ruptura com estruturas sociais injustas. A assistência social, em sentido amplo, conforme tomado nesta lição, diz respeito à atuação direta da igreja cristã, com o intuito de dirimir as dificuldades sociais existentes na igreja. As principais dificuldades sociais com as quais a igreja lida são de ordem financeira, e mais especificamente, com o provimento necessário dos irmãos para o básico, o alimento diário. A igreja cristã não poderá erradicar a pobreza que campeia na sociedade. Na verdade, na situação social controlada pelo pecado, a pobreza continuará existindo (Mt. 26.11). O problema da pobreza é bastante complexo e deva ser analisado à luz das Escrituras e dos estudos sociológicos. Há pobreza que é decorrente do pecado específico de uma pessoa, mas isso não deva ser adotado como regra geral. Existem pessoas que são pobres porque as condições sociais lhes foram desfavoráveis. O mesmo pode ser dito em relação à riqueza, há pessoas que são ricas porque se esforçaram e conseguiram acumular capital, mas outras enriqueceram por meio da exploração dos mais pobres e necessitados. A igreja, sem desprezar a oração, a evangelização e o ensino, tem o desafio de, ao mesmo tempo em que “dar o peixe”, também “ensina a pescar”, isto é, promover coletas para ajudar os pobres, orientar a formação profissional e contribuir com práticas que diminuam a desigualdade social.

2. A INSITUIÇÃO DO DIACONATO NA IGREJA
A igreja de Jerusalém passou por uma experiência singular no tratamento das dificuldades sociais dos irmãos. Lucas registra que “repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” (At. 4.35). Essa experiência precisa ser avaliada com critérios bíblico-contextuais, para evitar posições extremas. Há dois versículos: At. 2.44 e 4.32, nos quais está escrito que os discípulos de Jesus tinham tudo em comum, hapanta koina, em grego. A necessidade era tamanha entre eles que ninguém se considerava dono de coisa alguma, antes colocava tudo à disposição dos apóstolos, para que os bens fossem por eles distribuídos (At. 4.34,35). A entrega dos bens pessoais, conforme depreendemos de At. 2.45; 4.35, era proporcional à necessidade dos irmãos, por isso não havia necessitado entre eles (At. 4.34). Essa prática não deva ser confundida com um comunismo, isto é, o sistema de governo baseado nos pressupostos marxistas, que determina o controle da distribuição de renda pelo Estado. A entrega dos bens na igreja se dava voluntariamente, não era uma imposição apostólica. O princípio permanece para a igreja, no intuito de responder às necessidades dos irmãos. Para isso foram estabelecidos os diáconos, pois, “naqueles dias, multiplicou-se o número dos discípulos”. Os gregos começaram a murmurar contra os hebreus, pois “suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (At. 6.1). Na igreja de Jerusalém já era possível identificar dos grupos: os gregos (hellenistai) e os hebreus (heraioi). A solução foi a escolha “de sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos à oração e ao ministério palavra” (At. 6.4). Esses homens receberam o nome de diáconos, cujo significado é “ministério” ou “serviço”. O diácono não era apenas um título, mas uma função, ou seja, aqueles que assim atuavam na igreja, sabiam que seu propósito era o de servir aos irmãos da igreja.

3. INVESTINDO NA ASSISTÊNCIA SOCIAL
O investimento na assistência social na igreja é um ótimo negócio, pois na medida em que os irmãos cuidavam dos necessitados, “crescia a palavra de Deus” (At. 6.7). Para alguns irmãos, a dedicação à obra social é perda de tempo, e até justificam: que “pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef. 2.8,9), esquecendo do versículo 10, seguinte: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. O trabalho social da igreja, nesse contexto, não é para obter a salvação, pois, de fato, somos salvos pela graça, por meio da fé, mas após a salvação, devemos nos devotar também às boas obras, dentre as quais, a ajuda aos necessitados. A generosidade é uma prática precisa ser estimulada nas igrejas cristãs, que, infelizmente, por causa do individualismo, e do culto ao sucesso, começa a ser desprezada. Há pessoas que ao invés de demonstrar cuidado com os carentes da igreja, preferem culpá-los por incompetência, e semelhantemente aos “amigos” de Jó, justificam, como causa de necessidade, a existência de algum tipo de pecado. A igreja de Corinto nos deixa um exemplo de generosidade (II Co. 8.7). E essa deva ser exercida em amor, sem alardes, e não apenas com palavras, mas também em atos (Lc. 19.1-10; I Jo. 3.16-18). A preocupação com a pobreza dos irmãos se fundamenta no fato de que Jesus também foi pobre (Lc. 2.7; Lc. 2.24; Lv. 12.6-8); Lc. 9.58).

CONCLUSÃO
A assistência social é um importante negócio, mais que isso, é um investimento da igreja. A pregação, a oração e o ensino devam ter prioridade, mas não podemos deixar de atentar para os necessitados. Não apenas, como dizem alguns, “orar por eles”. É preciso “arregaçar as mangas”, fazer algumas coisas em prol daqueles que carecem de ajuda. A orientação profissional deva ser uma preocupação da igreja, principalmente encaminhando os mais jovens para o trabalho. É tarefa da igreja também a conscientização política, a fim de que os cristãos não se engajem em práticas sociais injustas, que sustentem o aumento da pobreza. Não devemos esquecer que a principal preocupação da igreja deva ser feito em pessoas, pois delas prestaremos contas diante de Deus (Hb. 13.7).

BIBLIOGRAFIA
LIMA, P. C. Teologia da ação política e social da igreja. Rio de Janeiro: Renascer, 2005.
STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: Abu, 2008.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Fé é continuar crendo em Deus quando nada mais dá certo

Nos dias das terríveis perseguições, um humilde cristão foi levado à presença dos juízes. Ele afirmou que nada poderia abalá-lo porque ele cria que era verdadeiro para Deus e Deus era verdadeiro para ele. Ele era autêntico para Deus e servia um Deus autêntico.

“Você realmente acha isso? Se condenado à morte, você iria direto à presença de Deus em Sua glória?”, o juiz perguntou-lhe. Ao que o cristão respondeu imediatamente: “Não, eu não acho, eu tenho certeza disso. Eu sei disso.”

No texto de Hebreus 10.32-39, encontramos uma grande ilustração do que é crer em Deus, do que é continuar tendo fé em Deus, mesmo em meio à perseguição. Devemos ter em mente que essa passagem está falando de um povo que estava sendo perseguido.

Perceba as palavras nesse texto: luta, sofrimentos, opróbrio, tribulações, encarcerados, espólio dos vossos bens. Isso descreve a situação que aqueles cristãos estavam enfrentando. Estavam enfrentando momentos difíceis, momentos de grandes perseguições, circunstâncias dificílimas de nuvens carregadas em um cinza escuro. Mas mesmo assim eles continuavam crendo.
Estavam tendo seus próprios bens tomados injustamente, estavam sofrendo a vergonha pública, humilhação, lutando uma luta desigual do gigante do Império contra uma pequena comunidade de pessoas que criam em Deus. E o que fazer diante disso?

Se fôssemos resumir o ensino de Hebreus 10:32-39, o faríamos da seguinte maneira: “A fé cristã dita aos homens a sua conduta, domina as suas ações e ele vive nessa convicção e morre por ela.” A fé cristã consiste em crer em Deus mesmo contra o mundo à nossa volta.
Se nós seguirmos os padrões impostos pela nossa sociedade, talvez até consigamos prosperar mais, até viver melhor, até viver bem, porque existem muitos métodos ilícitos através dos quais você pode ganhar mais dinheiro. Existem muitas maneiras de se dar “um jeitinho", como costumamos dizer na nossa cultura. Nossa sociedade nos dita isso cada vez mais. Inclusive, uma pesquisa recente constatou que não vale a pena ser honesto nesse país.

Porém devemos pensar qual é o padrão que Deus nos tem apresentado, e o padrão de Deus é um padrão de fidelidade, porque a verdadeira fé cristã consiste em crer em Deus mesmo contra o mundo todo.

Precisamos lembrar que mesmo que isso custe agirmos nos padrões de Deus e eles nos colocarem expostos ao opróbrio, à vergonha, à humilhação, como muitas vezes enfrentamos o desconforto e até mesmo a perda de popularidade, a fé cristã consiste em enfrentar todas essas coisas, consiste em crer em Deus mesmo contra o mundo inteiro.
A convicção cristã, a fé nos diz que é melhor sofrer com Deus do que prosperar com o mundo. Crer em Deus significa continuar confiando no Seu caráter, mesmo que isso nos custe o mundo inteiro à nossa volta. Porque a fé cristã dita aos homens a sua conduta, a sua maneira de viver, ela domina as nossas ações. E o homem de Deus, o homem espiritual, é alguém que vive nessa convicção e morre por ela, se necessário for.

O cristão, portanto, não tem dúvidas de que é melhor permanecer com Deus do que se render às recompensas breves deste mundo, porque com Deus ninguém perde definitivamente. Noutras palavras, quando confiamos em Deus, não existem perdas eternas.

O Senhor Jesus Cristo, grande galardoador, o grande recompensador, Ele retornará e nos recompensará por nossas ações. Por essa razão, temos muito mais vantagem se permanecermos fiéis com Ele e respondermos como aquele humilde cristão que apresentamos na introdução dessa mensagem que disse: “Eu não acho que irei à presença de Deus se eu partir agora. Eu sei que irei para a presença Dele, eu estarei na presença do meu Deus”. Isso é fé.
A verdadeira espiritualidade é manifestada através da fé que temos, através da confiança que exercemos no nosso Deus. Não importa o que venha à nossa volta. Essa é a razão pela qual é dito em Hb 10.38: “Todavia o meu justo viverá pela fé, e se ele retroceder nele não se compraz a minha alma”, porque é incompatível dizermos que somos de Deus e não confiarmos Nele.
Leandro Tarrataca

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os dez mandamentos do corista


Por Alexandre Reichert Filho

1. Não permitirás que qualquer outro compromisso interfira com os ensaios do teu coro.
 2. Não serás retardatário aos ensaios nem serás a causa de os outros membros do coro se atrasarem.

3. Não tomarás o nome do dirigente do teu coro em vão, pois a critica maldosa destrói o entusiasmo e enfraquece o trabalho do coro.

4. Lembra-te do Dia do Senhor e guarda-o livre, pois nesse dia a tua presença é requerida com o coro no culto de adoração.

5. Honra o teu pastor e seus esforços para que a influência de tua igreja seja forte na comunidade.

6. Não agirás de maneira desordenada durante o ensaio do coro (ou em qualquer outra ocasião).

7. Não cometerás erro ao ler a tua partitura musical, mas te exercitarás em casa nas passagens difíceis.

8. Não estragarás, mutilarás ou manusearás descuidadamente a partitura musical que esteja em tuas mãos.

9. Procurarás não cometer falhas, ao seguir as pequeninas instruções do dirigente do teu coro e prestar-lhe-ás toda a atenção, em todas as ocasiões.

10. Não cobiçarás o coro de nenhuma outra igreja, nem os seus cantores, nem o seu dirigente, nem o seu piano, nem a sua música, nem as suas oportunidades, para que o mesmo, ou o coro do qual fazes parte, não guarde ressentimento contra ti.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como saber se realmente é Deus quem está falando?


“Deus me falou”, uma frase repetida frequentemente, deveria fornecer a última palavra sobre qualquer decisão ou assunto. Se Deus falou, está falado! A experiência confirma que não é bem assim. Ocorre muitas vezes que aqueles que afirmam que Deus falou para eles declaram depois que o Senhor falou outra coisa, contraria a direção anterior.

A voz de Deus facilmente se confunde com a voz do ouvinte ou de um espírito qualquer. Essa é a razão pela qual João adverte contra simplesmente dar crédito a todo “espírito”. Ordena que os líderes examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, “porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo” (1 Jo 4.1, NVI).

A. W. Tozer recomenda não encarar as Escrituras como alguma “coisa” que você pode torcer de acordo com a conveniência da hora. “A Bíblia é mais do que uma coisa; ela é uma voz, a verdadeira Palavra do Deus vivo.” Os evangélicos, quase se exceção, concordariam.

Tão perigoso deve ser imaginar que se ouviu a voz de Deus, que cristãos sábios tomam cuidados para confirmar que o que foi ouvido tenha respaldo nas Sagradas Letras.

Outros mais tradicionais rejeitam qualquer voz viva hoje, preferindo confiar somente na Palavra escrita para receber orientação do Senhor. Cristãos carismáticos crêem firmemente em profecias e línguas que, uma vez entendidas pelo dom de interpretação, comunicam a voz de Deus, Muitos cristãos tradicionais ficam convencidos de terem recebido um chamado para ministério pastoral ou para servir no campo missionário.

Mas se indagarmos como receberam essa informação sobre o propósito de Deus para as suas vidas, respondem que o Senhor mesmo falou com eles. Por isso, é necessário distinguirmos entre o infalível e o falível, entre sugestões ou “vozes” na cabeça e a Palavra eterna de Deus.

A Bíblia é totalmente confiável. Foi inspirada por Deus e, portanto, é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça (2 Tm 3.16). Todos os evangélicos aceitam essa realidade. Problemas surgem quando se procura orientação sobre decisões entre caminhos igualmente endossados pelas Escrituras.

Qual seria a vontade de Deus relativa à escolha para o casamento entre dois jovens, ambos cristãos comprometidos ou entre duas carreiras, ambas úteis para o serviço do Reino? É comum “ouvir a voz de Deus” que nos orienta na direção de nossos desejos pessoais. Será que Deus sempre escolhe para nós uma vida mais prazerosa, mais confortável e mais prospera?

Segundo o relato de Lucas em Atos, a orientação de Deus para seus servos Barnabé e Paulo de Tarso foi para que saíssem de Antioquia para a obra para a qual Deus os tinha chamado. Essa obra trouxe para Paulo muito trabalho, açoites, prisões, naufrágios, apedrejamento e, no fim, decapitação. Certamente, Deus não falou sempre de acordo com seus desejos pessoais.

Outra maneira pela qual se pode confundir a “voz de Deus” e o desejo do próprio coração ocorre na prática de ler um trecho histórico da Bíblia e concluir que, da mesma maneira que Deus agiu na antiguidade, agirá novamente.

Como exemplo, pense no caso de Gideão. Colocou uma porção de lã na eira. Se o orvalho molhasse apenas a lã, ele teria certeza de que Deus libertaria Israel. Se ocorresse o contrário, ele teria dupla certeza de que a libertação de Deus viria. Não podemos ter certeza de que, usando o mesmo método, Deus também repetirá os milagres. Ele não tem nenhuma obrigação de nos dirigir tal como fez no passado.

George Muller – usado por Deus para cuidar de 9.500 órfãos, repassar milhões de libras para missões transculturais e publicar milhões de Bíblias e porções dela – também precisava ter certeza de que Deus estava dirigindo-o. Quando percebeu a necessidade de construir mais um prédio para abrigar os órfãos, orou buscando essa orientação durante seis meses. Se Deus estava garantindo o sucesso do empreendimento. Começaria a construção mesmo sem ter uma moeda no caixa.

Buscar a orientação de Deus é não somente positivo, mas imprescindível. Um grande perigo jaz nas decisões tomadas depois de se ouvir uma voz na cabeça ou sentir uma inclinação sem respaldo bíblico.

Russel Shedd

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Subsídio Lição 6 - A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA

A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA
Texto Áureo: Hb. 12.11 – Leitura Bíblica em Classe: At. 5.1-11
Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar aos alunos que a essência da disciplina é o ensino e o seu objetivo é levar-nos a andar de acordo com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

INTRODUÇÃO
Há quem defenda que a disciplina não é mais necessária na igreja dos dias atuais. O Deus que disciplina em amor, conforme revelado na Bíblia, não é mais considerado. Em contraponto a essa abordagem, estudaremos, na lição de hoje, a respeito da importância da disciplina na igreja: definição no Antigo e Novo Testamento, o caso Ananias e Safira e as condições para a disciplina na igreja.


1. A DEFINIÇÃO BÍBLICA DE DISCIPLINA
No Antigo Testamento, a palavra hebraica para disciplina é musar e significa, prioritariamente, “instrução”. Isso porque na Lei Judaica a disciplina tem a ver com a instrução por meio de recompensas e punições a fim de orientar a conduta do comportamento. É nesse sentido que, em Dt. 11.2, é destacada a disciplina do Senhor. A Lei Mosaica opera por meio de um complexo sistema de punições a fim de reforçar os Mandamentos de Deus (Lv. 25.23; Dt. 4.36; Ex. 20.20). Por esse motivo, o ímpio, ou seja, aquele que não observa a Torah, odeia a disciplina (Sl. 50.17). O genuíno filho de Deus, por sua vez, ama a disciplina (Pv. 3.11), pois nesta repousa a sua vida (Pv. 5.12) e o seu próprio bem (Pv. 19.18). No Novo Testamento, a palavra grega é paidia que tanto se refere à instrução ou orientação quanto ao treinamento. Esse termo, em sentido amplo, diz respeito ao ato de “criar, educar, instruir”. O fundamento da disciplina, conforme exposta no Novo Testamento, é o amor (Hb. 12.6-11). A disciplina aplicada com ódio não passa de vingança, nada tem a ver com a disciplina de Jesus (Mt. 11.29).

2. A CONDENAÇÃO DE ANANIAS E SAFIRA
No capítulo 5 de Atos, estudamos a respeito da condenação de Deus sobre Ananias e Safira. Barnabé, um cristão recém-convertido, e de posses, vendeu tudo o que possuía e depositou aos pés dos apóstolos. Sua generosidade chamou a atenção da igreja, levando Ananias e Safira a querem imitar tal ato, a fim de serem honrados pelos irmãos. Para tanto, venderam uma propriedade e combinaram em reter parte do valor recebido. Em seguida, depositaram-no aos pés dos apóstolos, dizendo ser aquela a quantia total da venda. Através daquele ato, Satanás quis instaurar a hipocrisia no seio da igreja primitiva. Eles demonstraram, por meio dessa atitude, ser vangloriosos e cobiçosos em relação ao dinheiro (I Tm. 6.10). Eles poderiam permanecer com o dinheiro que receberam pela venda da herdade, mas não precisariam mentir, em busca de fama. Mas Pedro, pelo Espírito Santo, discerniu que aqueles corações estavam tomados pela hipocrisia: “por que encheu Satanás o teu coração?” (At. 5.3), eis a origem do pecado (Jo. 13.2; Tg. 4.7). Não se tratava de um pecado somente aos homens, pois, conforme argumentou Pedro, “Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At. 5.4). Eles foram disciplinados imediatamente, com o objetivo específico, para servir de instrução aos demais “houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas” (At. 5.11). Em virtude da igreja está em seus momentos iniciais, Deus antecipou o castigo de Ananias e Safira, e ainda pode fazer o mesmo nos dias atuais, ainda que, em geral, continue dando oportunidade para o arrependimento (Ap. 2.5; 3.19).

3. A DISCIPLINA NA IGREJA
Jesus declarou que a igreja, na terra, tem a responsabilidade árdua, mas necessária de disciplinar (Mt. 18.18-20), mas essa deve fazê-lo de acordo com a Palavra, em oração, na dependência do Espírito Santo, e sobretudo, em amor (I Pe. 4.8). Existem algumas falhas que podem dispensar a disciplina, a esse respeito tratam os seguintes textos: Rm. 15.1; Fp. 4.5; I Pe. 4.8). Nos casos de transgressões que não sejam passíveis de comprovação, o melhor é orar pela pessoa, confiando que Deus trabalhará na sua vida, conduzindo-a ao arrependimento (Mt. 18.16). Nos casos de ofensas pessoais, isto é, que envolvam membros da igreja, é recomendável que a pessoa ofendida busque a pessoa culpada em busca de reconciliação (Mt. 18.15). Caso a pessoa permaneça impenitente em relação ao pecado, deva-se levar à igreja, através da liderança, a fim de que o caso seja avaliado (Mt. 18.17). A pessoa que está sendo objeto da acusação deva ter amplo direito à defesa e somente ser disciplinada após a comprovação dos fatos, o que acarretará, se for o caso, em exclusão (Mt. 18.17). Nos casos de pecados públicos, a disciplina é necessária a fim de: 1) proteger a integridade da igreja (At. 20.28-31; Hb. 12.14-16); e 2) restaurar o transgressor à igreja, conduzindo-o ao arrependimento (Gl. 6.1; Tg. 5.19,20). Não saudável viver a procura de casos de pecados na igreja, mas, por outro lado, não se pode deixar de atentar para os casos dignos de disciplina (Mt. 13.28-30). A disciplina preventiva, por meio do ensino da Palavra, é a melhor maneira de evitar medidas mais amargas posteriormente (II Tm. 2.24-26; Tt. 1.9).

CONCLUSÃO
A disciplina é necessária na igreja, mas essa deva sempre ser conduzida em amor, dando aos ofensores, a ampla oportunidade de defesa, e quando identificada a culpa, este deva, se possível, ser conduzido ao arrependimento (I Co. 1.10,11; Fp. 4.2,3). Ananias e Safira receberam a punição pelos seus pecados porque se negaram a reconhecê-lo, mentiram ao Espírito Santo, e esse, verdadeiramente, é o pecado imperdoável (Mt. 12.32), a hipocrisia do pecador que não dá lugar ao arrependimento, ao convencimento do Espírito (Jo 16.8-10). No caso da igreja, a disciplina deva ser dada, ao pecador arrependido, com amor e humildade, almejando sempre sua restauração (Gl. 6.1-2).

BIBLIOGRAFIA
ELLIFF, J., WINGERD, D. Disciplina na igreja. São José dos Campos: Fiel, 2006.
PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. 
 
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Assembléia de Deus Águas Compridas 1

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